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Famílias de Brusque estão menores, aponta Censo 2022

Censo 2022 mostra lares menores e novos perfis familiares na cidade

Os dados mais recentes do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE, ajudam a entender melhor como são formadas as famílias de Brusque atualmente. O levantamento confirma uma tendência que já vinha sendo observada em todo o Brasil: as famílias estão menores, com menos pessoas morando na mesma casa.

Mesmo assim, o modelo mais comum ainda é o de casais, com ou sem filhos, que seguem como base da maioria dos lares da cidade.

relação a décadas passadas, quando era mais comum encontrar famílias grandes vivendo juntas.

Confira como estão distribuídos os domicílios na cidade:

  • 2 moradores: 30,4%
  • 3 moradores: 27%
  • 4 moradores: 17,95%
  • 1 morador: 15,2%
  • 5 moradores: 6,2%
  • 6 ou mais moradores: 3,05%

Um dado que chama atenção é o número de pessoas que moram sozinhas: 7,6 mil brusquenses vivem sozinhos, o que representa cerca de 15% das residências do município.

A idade influencia no tamanho da família

O Censo mostra que quanto mais jovem é a pessoa responsável pelo domicílio, maior tende a ser o número de moradores. Já entre os responsáveis mais velhos, os lares costumam ser menores.

Veja a média de moradores conforme a idade do responsável:

  • Até 17 anos: 3,41 pessoas
  • 25 a 39 anos: 2,97 pessoas
  • 40 a 59 anos: 2,95 pessoas
  • 18 a 24 anos: 2,61 pessoas
  • 60 anos ou mais: 2,3 pessoas

Nos lares com responsáveis acima de 60 anos, é comum encontrar casais idosos ou pessoas que moram sozinhas.

Casais ainda são maioria nos lares brusquenses

Mesmo com famílias menores, os casais continuam predominando em Brusque. Entre mais de 50 mil residências:

  • 69% são lares nucleares, formados por casais com ou sem filhos
  • 13% são famílias estendidas, com presença de avós, netos ou outros parentes
  • 2% reúnem pessoas sem laços familiares, como amigos ou pensionistas

Do total de casas com casais:

  • 66% são casais de sexos diferentes
  • 377 residências são formadas por casais do mesmo sexo, menos de 1% do total

Em cerca de 32% das casas, o responsável não tem cônjuge o que inclui pessoas que moram sozinhas, mães solo, pais separados ou viúvos.

Diferenças entre lares chefiados por homens e mulheres

O levantamento também mostra diferenças na composição familiar conforme o sexo de quem está à frente da casa:

  • A configuração mais comum é a de homens que vivem com companheira e filhos, presente em 24,8% dos lares
  • Entre as mulheres, essa formação aparece em 11% das residências
  • Já os lares chefiados por mulheres sem cônjuge e com filhos representam 9,6%, um número bem maior do que entre os homens, que ficam abaixo de 2%

Esses dados reforçam a presença significativa de famílias monoparentais femininas na cidade.

Diferenças no tamanho das famílias por cor ou raça

O Censo também identificou variações no tamanho médio das famílias conforme a cor ou raça do responsável pelo domicílio:

  • Pessoas pardas: 3,08 moradores
  • Pessoas pretas: 3,05 moradores
  • Pessoas indígenas: 2,96 moradores
  • Pessoas amarelas: 2,78 moradores
  • Pessoas brancas: 2,71 moradores

Um retrato atual das famílias de Brusque

Os números do Censo 2022 mostram que Brusque acompanha mudanças importantes no jeito de morar:

  • Famílias menores
  • Menos filhos
  • Mais pessoas morando sozinhas
  • Casais ainda como base da maioria dos lares

Especialistas apontam que essas mudanças estão ligadas a fatores como envelhecimento da população, transformações nos hábitos sociais e a busca por mais independência e qualidade de vida.

Esse novo cenário ajuda a entender melhor as necessidades das famílias brusquenses hoje e também como a cidade continua evoluindo.