O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, em 28 de agosto, as novas estimativas populacionais dos municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2026. Os números confirmam uma tendência que já vinha sendo observada nos últimos anos na região: Brusque, Guabiruba e Botuverá continuam ganhando moradores em ritmo mais acelerado do que a média do estado e do país.
O que mudou de um ano para o outro
Segundo o levantamento, Brusque chegou a 158.593 habitantes, contra 155.307 na estimativa anterior — um avanço de 3.286 pessoas, o equivalente a 2,12% em doze meses. Guabiruba somou 27.195 moradores, alta de 550 pessoas (2,06%) frente aos 26.645 registrados em 2025. Já Botuverá passou de 5.705 para 5.786 habitantes, um acréscimo de 81 pessoas, ou 1,42%.
Colocando lado a lado com o Censo de 2022 — a última contagem oficial porta a porta —, a diferença fica ainda mais evidente. Em quatro anos, Brusque ganhou 17.208 moradores (+12,2%), Guabiruba somou mais 2.652 (+10,8%) e Botuverá cresceu 423 pessoas (+7,9%). Ou seja, os três municípios da microrregião estão incorporando, em menos de meia década, o equivalente à população de uma cidade de porte pequeno inteira.
Um crescimento fora da curva
Esses números ganham outro peso quando comparados ao cenário nacional. O Brasil chegou a 214,2 milhões de habitantes em 2026, com expansão de apenas 0,37% — a menor taxa de crescimento do país em anos, segundo o próprio IBGE. Santa Catarina, por sua vez, segue como um dos destaques positivos: o estado somou 8.312.759 moradores, alta de 1,54%, um dos maiores percentuais entre as unidades da federação.
Mais revelador ainda é outro dado do mesmo levantamento: 40,2% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes perderam população entre 2025 e 2026. É justamente nessa faixa que está Botuverá, com seus 5.786 moradores — e, mesmo assim, o município seguiu na contramão da estatística nacional, crescendo em vez de encolher. Brusque e Guabiruba, municípios de médio porte, também superam com folga o ritmo médio de expansão do estado catarinense.
O que esse crescimento significa para quem mora ou investe na região
Para além da estatística, esses números têm reflexo direto no dia a dia de quem vive ou pretende se mudar para a região. Um fluxo constante de novos moradores pressiona a demanda por moradia, amplia o consumo local, movimenta o comércio e exige investimento contínuo em infraestrutura — vias, saneamento, mobilidade e serviços públicos precisam acompanhar o ritmo de expansão urbana.
No mercado imobiliário, esse tipo de crescimento costuma se traduzir em valorização de terrenos, aumento no volume de lançamentos e maior procura por imóveis prontos, sobretudo em bairros próximos a áreas comerciais e industriais em expansão. Brusque, historicamente ligada à indústria têxtil, tem atraído também famílias e profissionais em busca de qualidade de vida em cidades de porte médio — um movimento que Guabiruba e Botuverá acompanham, ainda que em escala menor, muitas vezes puxadas pela proximidade com a cidade-polo da microrregião.
Vale lembrar que estimativas populacionais são projeções estatísticas, não uma nova contagem completa como a do Censo — o IBGE combina dados de nascimentos, óbitos e migração para chegar a esses números, que servem de referência para o cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e para o planejamento de políticas públicas locais. Ainda assim, a série histórica recente — de estimativa em estimativa — deixa claro que a região vem em trajetória consistente de expansão, e não por um salto pontual.
Fonte: Estimativas da População Residente nos Municípios Brasileiros, IBGE, com data de referência em 1º de julho de 2026.




