Brusque alcançou novamente o patamar de excelência em gestão fiscal, de acordo com o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado em setembro de 2025 pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Esse resultado coloca a cidade entre os municípios com melhor administração das contas públicas do Brasil, após alguns anos em que o desempenho havia caído.
O que é o IFGF?
O IFGF é um estudo nacional que avalia como os municípios administram suas finanças. Ele analisa quatro pontos principais:
- Autonomia – se a cidade consegue se manter com as próprias receitas ou depende muito da União.
- Gastos com pessoal – quanto do orçamento vai para pagar salários e benefícios de servidores.
- Liquidez – se a prefeitura paga suas contas em dia ou deixa dívidas para o ano seguinte.
- Investimento – quanto da arrecadação é destinado a obras e melhorias para a população.
Com base nesses indicadores, as cidades recebem uma nota que vai de 0 a 1, sendo que:
- Abaixo de 0,4: gestão crítica
- De 0,4 a 0,6: gestão em dificuldade
- De 0,6 a 0,8: boa gestão
- Acima de 0,8: gestão de excelência
Como Brusque se saiu?
Brusque atingiu 0,82 ponto, voltando ao patamar de excelência. Essa marca havia sido registrada em outros períodos, mas a cidade estava desde 2020 na faixa de “boa gestão”.
- Autonomia: Brusque alcançou a nota máxima, mostrando que sua economia é forte e mantém o funcionamento da cidade sem depender de ajuda externa.
- Gastos com pessoal: a nota foi de 0,89, indicando equilíbrio nos salários em relação ao orçamento.
- Liquidez: a cidade marcou 0,84, comprovando que não está empurrando dívidas para os próximos anos.
- Investimento: aqui Brusque ainda precisa melhorar. A nota foi de 0,56, considerada “gestão em dificuldade”, abaixo da média nacional.
Comparação com cidades vizinhas
Além de Brusque, outras cidades da região também foram avaliadas:
- Guabiruba: se destacou com 0,92 ponto, alcançando excelência em todos os indicadores.
- Botuverá: surpreendeu com 0,93 ponto, com notas máximas em três indicadores (autonomia, gastos com pessoal e investimento). Apenas em liquidez ficou em “boa gestão”.
Por que isso importa para a população?
Esses resultados mostram que Brusque está administrando bem suas finanças, garantindo estabilidade para manter serviços essenciais como saúde, educação e segurança. No entanto, o desafio está em aumentar os investimentos, que são os recursos aplicados em obras, infraestrutura e melhorias que fazem diferença no dia a dia da comunidade.
Conclusão
O retorno de Brusque ao patamar de excelência em gestão fiscal reforça a solidez da cidade no cenário estadual e nacional. O desafio agora é transformar essa boa administração em mais investimentos públicos, garantindo que a população sinta, na prática, os resultados dessa organização financeira.
Com responsabilidade fiscal, Brusque mostra que está preparada para continuar crescendo de forma sustentável e oferecendo mais qualidade de vida para seus moradores.
Foto divulgação: Ciro Groh / Arquivo O Município




